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Telefones clandestinos faziam ligações para o Oriente Médio

A Polícia Civil de Maringá, no norte do Paraná, localizou nos últimos dias sete residências que serviam como centrais clandestinas de telefones. Em cada uma delas havia até 11 linhas telefônicas, de onde pessoas faziam ligações para vários países, sobretudo do Oriente Médio. Duas pessoas que estavam nas casas foram indiciadas. "Elas são laranjas, mas sabiam que havia fraude contra as companhias telefônicas", disse o delegado José Aparecido Jacovós. "Faziam as conexões, mas nem sabiam quem eram as pessoas e às vezes nem tinham contato." O prejuízo ultrapassa R$ 100 mil.Jacovós já acionou a Polícia Federal e a Interpol para investigar se as centrais seriam utilizadas por terroristas ou na lavagem de dinheiro do narcotráfico.A Polícia Federal de Foz do Iguaçu também investiga centrais encontradas em Foz e em Cascavel. O método utilizado é semelhante em todos os casos encontrados em Maringá, mas o delegado não acredita que haja ligação entre eles. "Parece que são grupos distintos", afirmou.Casas alugadasAs centrais funcionavam por pouco tempo em residências alugadas, com pagamento adiantado. Ali eram completadas as ligações internacionais e também serviam como "ponte" para pessoas que desejavam conversar entre si em países diferentes, por meio do viva voz. Depois de 20 ou 30 dias de utilização daquele endereço, os autores das ilegalidades fugiam, não sendo encontrados quando as faturas chegavam. Os donos dos imóveis somente descobriam quando abriam as correspondências com as faturas.A polícia está à procura do casal Ederaldo Félix dos Santos e Idiane Aparecida Wolff, moradores em Foz do Iguaçu. Eles são suspeitos de terem montado e coordenado pelo menos uma das centrais. Em uma residência a polícia encontrou um passaporte com pedido de entrada para os Estados Unidos e documentos que mostram ligação de Santos com grupos do Oriente Médio, de quem receberia dinheiro. Também foram encontrados faturas telefônicas rasgadas e um computador.Segundo o delegado, a ação dessas quadrilhas é possível porque as companhias telefônicas não exigem documentos para a instalação de linhas. "A pessoa telefona e dá um número de CPF, eles apenas conferem se o documento não está cancelado", disse. "Por isso, pode ter linhas no nome de qualquer pessoa sem que ela saiba."

Agencia Estado,

11 de outubro de 2001 | 19h09

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