'Tem que botar na cadeia mesmo', diz Jobim sobre policias corruptos no Rio

Ministro da Defesa afirmou que é importante resolver problemas internos e que isso não se repita em outros Estados

Marina Guimarães, Agência Estado

14 de fevereiro de 2011 | 15h21

BUENOS AIRES - O ministro de Defesa, Nelson Jobim, defendeu nesta segunda-feira, 14, a prisão de policiais acusados de corrupção durante operações em favelas no Rio de Janeiro. "Tem que prender mesmo e botar na cadeia, fazer o processo necessário. Isso mostra que essas operações visam também à identificação de problemas internos nas polícias, isso é importante que se faça", afirmou o ministro, em entrevista à imprensa brasileira, em Buenos Aires.

 

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Jobim sugeriu que os inquéritos sejam rigorosos, "principalmente que sejam públicos, transparentes". Também opinou que a utilização do Exército em operações como as do Rio não deveria ser repetida em outros Estados. "Espero que não sejam (repetidas) porque a função do Exército e das Forças Armadas, nesse caso, é meramente subsidiária, quando há uma impossibilidade, uma dificuldade, uma deficiência dos meios policiais para tanto", disse Jobim.

 

O ministro qualificou como "importante" a política que o Rio adotou de criar as unidades pacificadoras que, segundo ele, deveriam ser ocupadas por novos policiais militares e não pelos antigos. "Eles estão formando essas unidades. É uma política importante porque traz gente nova e o Exército está colaborando. Mas não podemos transformar isso em uma atividade primária das Forças Armadas. São atividades secundárias e especialíssimas, em hipóteses muito especiais."

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