'Tem um belo de um grupo que enriquece'

A entrevista do deputado Roque Barbiere durou 40 minutos. Ele falou sobre Assembleia, patrimônio pessoal. E disse que não é "dedo-duro".

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h07

É verdade que a Assembleia está cheia de deputados que vendem emendas, trabalham para empreiteiras, fazem lobby com prefeituras, até mesmo vendendo projetos educacionais?

Não é que está cheio, tem bastante que faz isso. Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive e sobrevive e enriquece fazendo isso.

De 100%, o sr. chuta quanto?

De 25% a 30%.

Pode citar um?

Poderia, mas não vou ser dedo-duro e não vou citar. Mas existe, existe do meu lado, existe vizinho, vejo acontecer, falo pra eles, inclusive, pra parar. Aviso que, se um dia vier a cassação do mandato deles, para não vir me pedir o voto que eu vou votar pra cassá-los. Mas não vou dedurar.

Nunca fez isso? Nunca pediu nada em troca a prefeitos da região?

Só o voto. Pergunte aos atuais e aos ex-prefeitos se algum dia eu fui oferecer algum tipo de produto a não ser pedir o voto.

O sr. diz que tem menos dinheiro de quando entrou na política.

Menos, menos. Calculo que tinha 100 alqueires, hoje tenho 37. O resto foi embora, um tal de eleitor tomou, eu não sei quem é esse eleitor. É custo de campanha. Tinha uma fazenda do meu pai, ele repartiu com os filhos. Antes de entrar na política adquiri alguns pedaços vizinhos, cheguei a ter 97 alqueires de terras exatamente. E hoje só tenho 37, onde só falta hipotecar o espaço aéreo porque o resto tá tudo penhorado, é verdade.

Possui bens em nome de outras pessoas?

Mande o Mossad, o FBI, a Federal pesquisar. Não há, como nunca houve. Não tenho bem nenhum em nome de outras pessoas.

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