Temer defende atual regra de rodízio no Congresso

Ele quer acordo pelo qual PT e PMDB comandam Câmara por 2 anos cada um, mas diz que não dá para aplicar isso no Senado

Ariel Palacios CORRESPONDENTE BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2010 | 00h00

O vice-presidente eleito, deputado Michel Temer (PMDB-SP), defendeu o rodízio de dois anos entre o PT e seu partido na presidência da Câmara, cargo que ele ocupa atualmente. "Estou insistindo muito para fazer o que a gente fez nesta legislatura (2006-2010), em que houve um biênio do PT e outro do PMDB. E nós ajustamos isso por escrito."

Mas ele disse que isso não poderia ser aplicado no Senado, onde existe regra que estabelece que a maior bancada fica com a presdiência. "Na Câmara não temos esse dispositivo."

Temer, que participa desde ontem do 6.º Foro Ibero-americano de Parlamentares na capital argentina, afirmou que os dois partidos farão um documento que estabelecerá a divisão dos biênios. "Mas quem vai ocupar (o primeiro e o segundo biênio) é uma coisa que vamos verificar no dia 1.º de janeiro. A eleição é no dia 1.º de fevereiro. Não vamos examinar isso agora", disse.

O candidato do PMDB à presidência da Câmara, Henrique Alves (RN), teme ocorrência de "confrontos" entre ambos partidos caso persista o impasse. "Não seria aconselhável não chegar ao entendimento sobre os biênios na presidência da Câmara. Isso geraria um desconforto, um atrito entre os dois maiores partidos da base da Dilma. Não seria o melhor caminho... mas poderá ser inevitável." Alves defende que o PMDB deveria ficar com o primeiro biênio.

"Assim que o candidato do PT à presidência da Câmara for escolhido, eu vou me sentar com esse candidato, vou me trancar em uma sala até que a fumacinha branca saia", disse. "O PT, isto é, segmentos do PT querem incluir o Senado nesta negociação", explicou Alves, para indicar os problemas que estão surgindo entre ambos partidos.

Já Maurício Rands (PT-PE) disse que o primeiro biênio deveria ficar em mãos petistas. "E depois, o segundo biênio, com o PMDB", explicou.

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