Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Temer defende uso das Forças Armadas na segurança pública

Em reunião, presidente disse ainda que criação do Ministério da Segurança era um pleito antigo que nunca havia sido atendido

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

04 Abril 2018 | 20h30

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer fez, na tarde desta quarta-feira, 4, uma defesa do uso das Forças Armadas para ações de segurança pública nos Estados e disse que a criação do Ministério da Segurança era um pleito antigo que nunca havia sido atendido. 

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“Muitos diziam ‘a segurança publica é problema dos Estados, nós não vamos nos meter nisso porque vamos chamar para a União uma responsabilidade que não é inteiramente da União’, mas tantas foram as vezes que os Estados federados pediram a participação da União por meio das Forças garantidoras da Lei e da Ordem, razão pela qual eu mandava lá as Forças Nacionais Federais, as próprias Forças Armadas, isso aconteceu mais de 11 Estados da federação, que em um momento disse ‘não é possível mais a União ignorar esse fato’”, explicou, durante reunião aberta dos conselhos da Sudam, Sudene e Sudeco, no Palácio do Planalto.

Temer disse ainda que atualmente o País tem “uma federação meio capenga, meio disfarçada”. “Não temos a federação completa, e a federação completa supõe a autonomia dos Estados e municipios e não a soberania, porque a soberania reside na união”, disse. 

O presidente reiterou que o governo federal não pode invadir a competência dos Estados, mas, no tocante à segurança, “podemos fazer uma coisa nacional, que significa a busca da integração e coordenação da segurança pública do País”. Segundo o presidente, foi com esse propósito que ele decidiu criar o Ministério Extraordinário da Segurança Pública. 

Ao demonstrar apoio ao trabalho que vem sendo executado pela pasta, sem citar diretamente a intervenção na segurança pública do Rio, Temer disse que os resultados não virão imediatamente. “Mas o estabelecimento da nova função politica-administrativa da União produzirá efeitos ao longo do tempo”, avaliou. 

O presidente disse ainda que deseja “um Estado eficiente e que promove o bem-estar da população”. “Nesses quase dois anos de governo, trabalhamos dia e noite para dar ao Brasil a rota do desenvolvimento”, disse. 

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