ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Temer diz que governo estuda criação de 'Força Nacional' à disposição dos Estados

Apesar disso, Presidente rechaçou a responsabilidade de a União assumir a segurança pública dos Estados

Renan Truffi e Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2018 | 10h31

SÃO PAULO - O presidente Michel Temer disse nesta segunda-feira, 29, que o governo estuda a criação de uma Força Nacional que esteja à disposição dos Estados brasileiros para contenção de crises na segurança pública, como a que atingiu o Ceará neste fim de semana.

Apesar disso, o presidente procurou rechaçar a responsabilidade da União pela segurança pública nos Estados. "Voltamos nossos olhos à segurança pública, mas sem invadir a competência dos Estados", disse. A afirmação de Temer faz referência à chacina que matou 14 pessoas em Fortaleza, no Ceará, na madrugada do último sábado.

Por causa do episódio, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que seu Estado não fabrica nem armas pesadas nem drogas e que cobrará ações do presidente Michel Temer para conter a onda de violência local.

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As acusações do governador petista irritaram bastante o Planalto e o Ministério da Justiça. Em nota, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, ofereceu apoio do governo federal, mas devolveu a responsabilidade na questão de segurança pública para o Estado, lembrando que governadores não pedem ajuda em questão de segurança por questão política.

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Ainda sobre o assunto, o presidente foi questionado sobre o modelo de parcerias público-privadas para o sistema carcerário. Temer respondeu que esse modelo não está fora de pauta, mas que "há dúvidas" sobre a eficácia disso. As afirmações foram feitas em entrevista ao vivo, concedida pelo presidente ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes em São Paulo.

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