Temer e a difícil arte de ocupar 2 funções

A ambiguidade do vice-presidente Michel Temer tem intrigado a presidente Dilma Rousseff, de acordo com informação de assessores do Palácio do Planalto. Temer havia, por exemplo, anunciado que deixaria a presidência do PMDB assim que tomasse posse. Não o fez. Apenas se licenciou por quatro meses. Foi substituído, interinamente, pelo senador Valdir Raupp (RO).

João Domingos, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2011 | 00h00

Temer, porém, continua a agir como presidente do partido. A reunião em que os principais líderes do PMDB decidiram pedir salário mínimo maior do que o defendido pelo governo foi realizada em seu apartamento funcional da Câmara dos Deputados onde ele ainda mora. E lá ocorreu uma reunião do PMDB e não de deputados e senadores com o vice-presidente.

Exemplo. Em defesa de Temer, os assessores do vice-presidente argumentam que ele não pode abandonar o partido. E citam o exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o escândalo do mensalão, Lula tirou o então ministro da Educação, Tarso Genro, do ministério lhe deu a incumbência de assumir a direção do PT, visto que a outra, tendo à frente do deputado José Genoino (PT-SP), caíra inteira com o episódio.

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