Temer minimiza possível debandada peemedebista

O candidato a vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT), Michel Temer, minimizou a possibilidade de desembarque de setores do PMDB lulista da candidatura. Temer, que participou em Belo Horizonte de um encontro com lideranças do partido, classificou como "inútil" a investida da campanha de José Serra (PSDB) entre peemedebistas da Bahia e do Rio Grande do Sul. Segundo ele, 93% do diretório nacional do PMDB apoia sua chapa no segundo turno.

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2010 | 00h00

Em meio à diminuição da vantagem de Dilma sobre Serra nas pesquisas, o diretório gaúcho do PMDB decidiu anteontem recomendar o voto no tucano. Temer confia que cerca de 220 prefeitos e vereadores do Estado apoiarão sua chapa.

Segundo ele, a disputa entre petistas e peemedebistas no Sul levou à posição de neutralidade do ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça. Mesmo assim, disse, no primeiro turno o contingente de prefeitos e vereadores declarou apoio a Dilma. "Farão um novo movimento declarando o mesmo apoio."

A presença de Geddel Vieira Lima (PMDB), ex-ministro da Integração e candidato derrotado na disputa pelo governo da Bahia, foi o argumento utilizado por Temer para dizer que o diretório na Bahia está engajado na campanha de Dilma. O empenho de Lula pró Jaques Wagner levou o PMDB a romper com o PT baiano. "É natural que o candidato (Serra) tente obter apoios. Nesses dois exemplos (RS e BA), acredito que não haverá sucesso", disse Temer.

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