Temperatura cai 11°C e SP tem a tarde mais fria do ano

Cidade registrou 20ºC e previsão é de que termômetros baixem ainda mais no fim de semana

Naiana Oscar, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

A cidade de São Paulo registrou ontem a tarde mais fria deste ano. Enquanto no Sul do País as temperaturas caíram, o Norte e o Nordeste continuam a sofrer com as enchentes. Na capital paulista, a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, na zona norte, indicou 20°C. Até então, o recorde para o período pertencia ao dia 21 de abril, quando os termômetros apontaram 20,7°C. A tendência, segundo a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet, é de que as massas de ar frio entrem de forma mais intensa na capital neste fim de semana, derrubando ainda mais a temperatura. A queda brusca de temperatura, de 11°C em 24 horas, também pode ter provocado impactos na saúde da população, como explica o professor de Imunologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Dirceu Solé. "O sistema respiratório lança mão de mecanismos de defesa, que impedem a entrada de vírus e bactérias, para esquentar o ar, que chega mais frio", explica. "Nem sempre o organismo está preparado para isso, o que deixa a pessoa mais suscetível às crises de asma, bronquite, rinite." Segundo pesquisa do Inmet, nesta época do ano as internações aumentam até 30%.MORTEUma criança de 13 anos morreu e outras nove estão desaparecidas na cidade de Coelho Neto, distante 385 quilômetros de São Luís, no Maranhão. Com mais essa morte, sobe para dez o número de vítimas das chuvas naquele Estado.De acordo com informações da Defesa Civil, a adolescente, identificada apenas como Geísa, estava a caminho da escola com mais outras nove adolescentes quando foi levada pela manhã por uma correnteza do Rio Parnaíba, na entrada do município. Seu corpo foi encontrado por volta das 13h30, no povoado de Buenos Aires. De acordo com o prefeito de Coelho Neto, Soliney Silva (PSDB), a preocupação é com as demais crianças que integravam o grupo que ainda não retornaram para casa. "A cidade está muito preocupada com esse episódio e pode haver mais mortes", afirmou o prefeito. Pelo menos 50 pessoas estão realizando buscas para encontrar as outras garotas desaparecidas. Canoas e barcos estão sendo utilizados na busca das demais adolescentes. Segundo Silva, famílias inteiras estão desesperadas e assustadas com esse episódio. A situação na cidade é crítica. Choveu nas últimas 14 horas de forma ininterrupta. Cerca de 150 casas desabaram e três mil pessoas que vivem às margens do Parnaíba estão desabrigadas. Pelo menos os dois quilômetros iniciais da cidade estão encobertos pelas águas do rio. O prefeito já decretou situação de emergência na cidade. Segundo a Defesa Civil Estadual, em todo o Maranhão, 92 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas; 87 municípios já decretaram situação de emergência e 237 mil moradores já foram afetados pelas chuvas.

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