Temperatura vai cair em São Paulo e provocar neve no Sul

Após uma semana de calor atípico para o inverno, o fim de semana será de frio na capital paulista. A temperatura máxima, que nesta sexta-feira, 28, chegou a 29 graus em São Paulo, será de 22 graus e, no domingo, cai para 14 graus. A próxima semana se inicia com bastante frio. A mudança no tempo é justificada pela frente fria que vem do sul e traz com ela uma massa de ar frio que muda a temperatura em todo Estado até a próxima quarta-feira. Com o aumento da nebulosidade em algumas regiões do Brasil, desde quinta-feira, 27, o problema da baixa umidade relativa do ar começa a ser resolvido. Em São José dos Campos, por exemplo, a umidade relativa do ar, que na última quinta-feira ficou em 17%, nesta sexta subiu para 32%. Acima de 40% a qualidade do ar melhora.De acordo com o Centro de Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) as temperaturas vão cair drasticamente neste fim de semana em todo Estado. Na região mais fria do Estado, em Campos do Jordão, Serra da Mantiqueira, as mínimas devem variar de 2 a 7 graus e as máximas não passam de 14 graus. O frio e a chuva também vão predominar em quase todo país, mas principalmente nas regiões dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo. No Norte vai chover forte e no Sul do país possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.ZoológicoCom a grande massa de ar seco que deixa os dias quentes em plena época de inverno, não são apenas os termômetros da capital que registram aumento de temperatura. A demanda dos prontos-socorros de São Paulo também cresce. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, os problemas respiratórios provocados pela baixa umidade do ar ampliam em 30% o número de atendimentos. O crescimento é ainda mais acentuado nos ambulatórios pediátricos, em que a porcentagem de aumento atinge os 50%.O calor e a falta de umidade também causam problemas aos animais do Zoológico de São Paulo. O biólogo responsável pelo Parque, Guilherme Domenichelli, explicou que o ar seco excessivo deixa os animais de grande porte mais quietos."Esse período é ainda pior do que o verão. Com a baixa umidade do ar, os leões, tigres, elefantes e hipopótamos ficam reclusos e apáticos. Por isso, precisamos reforçar a reposição do estoque de líquido e, pelo menos duas vezes ao dia, jogamos água nos animais para refrescar", conta Domenichelli. Para aliviar o sofrimento dos bichos, a organização do parque distribuiu "picolés" feitos com barras de gelo com pedaços de frutas congelados. Enquanto os bichos se escondem, os insetos aparecem e incomodam as pessoas. "É impressionante. Já sofremos muito com os pernilongos em janeiro e, pela segunda vez, eles voltaram a atacar. Desde segunda-feira, a quantidade de mosquitos aqui no Morumbi (zona sul) é surpreendente. Esse ano sofremos duplamente", afirmou o presidente da Sociedade dos Moradores do Morumbi, Carlos Magno Gibrail.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.