Tempestade atrapalha trabalho da Defesa Civil na cidade de Mariana

Ventos derrubaram tendas do ginásio para onde foram enviados os desabrigados; prefeitura pede doações de produtos de higiene

Bruno Ribeiro, Enviado especial de O Estado de S. Paulo

06 Novembro 2015 | 14h28

MARIANA - Uma forte tempestade atinge o centro de Mariana, dificultando os trabalhos na Arena Mariana, ginásio poliesportivo para onde foram ao menos 300 pessoas, segundo agentes da Defesa Civil, que trabalham no local. Os fortes ventos chegaram a derrubar as tendas na entrada do complexo que serviam tanto para cadastrar voluntários para ajudar os desabrigados quanto para dar informações a parentes que ainda procuram por moradores do distrito de Bento Rodrigues, distante cerca de 40 minutos do centro da cidade, local mais atingido pela lama vinda da barragem rompida.  

"Tentem dar licença para as doações", berram voluntárias do local para a multidão.

Na última hora, dezenas de refeições marmitex chegaram para os desabrigados. Os voluntários trabalham também na separação de roupas e mantimentos que não param de chegar. "Tenho uma prima que trabalha na Câmara e eles estavam pedindo para vir para cá. Está todo mundo em choque com o que aconteceu", contou a estudante Maria Fernanda Luz, de 19 anos, que disse morar em Santa Rita, vilarejo ao lado de Bento Rodrigues. 

O acesso a Bento Rodrigues está proibido pela Polícia Militar, que montou barricadas ao longo da estrada de terra que dá acesso ao vilarejo. Na manhã desta sexta-feira, 6, helicópteros sobrevoavam a área atingida. Da cidade, restaram algumas paredes de casas e árvores, todas cercadas de lama suja. Até o fim da manhã desta sexta-feira, não havia agentes públicos no miolo da cidade, coberta de lama. 

As informações oficiais sobre mortos e desaparecidos continuam desencontradas. Há expectativa de que os números corretos saiam na próxima hora, quando autoridades darão uma entrevista coletiva em uma escola ao lado da Arena Mariana. 

Doações. A prefeitura de Mariana informou que já recebeu um grande número de colchões, cobertores e roupas e que novas doações desses objetos não são mais necessárias. A prioridade agora é recolher doações de escovas de dente, toalhas de banho, copos, talheres e pratos descartáveis, além de água potável. Os materiais devem ser entregues no Centro de Convenções Alphonsus Guimaraens, localizado na Avenida Getúlio Vargas, s/n, centro.

Para receber doações de fora de Mariana, a prefeitura abriu uma conta no Banco do Brasil, com o CNPJ 18.295.303/001-44. A agência é 2279-9 e a conta corrente, 10.000-5.

Mais conteúdo sobre:
AcidenteMarianaMinas Gerais

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.