Tempo de espera é maior nos aeroportos do Rio e São Paulo

Contrariando temores e estimativas, a situação em relação aos atrasos de vôos nos aeroportos do País é bem mais tranqüila na manhã desta terça-feira, 14, após um início de semana conturbado quando houve cancelamentos em 42% de 1.487 vôos programados para a segunda. A situação é mais complicada principalmente nos aeroportos internacionais de São Paulo e do Rio, onde a espera, às 12 horas, chegava a até duas horas.De acordo com a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), os atrasos são considerados a partir de meia hora.No Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, o número se mantinha o mesmo do início da manhã - 17, no total, com uma média de espera entre 30 minutos e 2 horas. De acordo com balanço divulgado pela Infraero, dos 400 previstos para esta terça, 38 registraram atraso entre às 03h30 até o meio-dia. No Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, até às 11 horas, foram confirmados 15 atrasos - nove pousos e oito decolagens. A espera chegava a até duas horas. Um vôo da TAM que chegaria às 8h34, pousou somente às 10h30. No Rio de Janeiro, o problema era maior no Aeroporto Internacional do Galeão, com 19 vôos cancelados e sete atrasados - três pousos e quatro decolagens. Do total de 59 vôos programados para chegada e partida entre a noite de segunda e a manhã desta terça, 39 vôos sofreram atrasos e oito foram cancelados, segundo a Infraero. No Aeroporto Santos Dumont, também no Rio, eram registrados seis atrasos - três chegadas e três partidas. Nos dois aeroportos, a espera chegava a até duas horas.Em Brasília, no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, a situação era mais tranqüila. Os atrasos ocorriam em apenas três pousos. Um vôo da Oceanair, do Rio de Janeiro, programado para 10h30 deverá pousar uma hora depois - tempo máximo de espera nesta manhã em Brasília.No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, foram confirmados apenas cinco atrasos nesta manhã. Em Belo Horizonte, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, apresentava o menor número de atrasos - somente dois no total.Os atrasos devem continuar a se repetir nas próximas semanas, principalmente porque não há perspectiva de solução do problema este ano. Segundo o chefe da área técnica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Álvaro Luiz Pinheiro da Costa, apenas em meados de 2007 o controle do tráfego aéreo brasileiro será normalizado.Para Pinheiro da Costa, o problema do tráfego aéreo brasileiro é o baixo número de controladores somado ao aumento do setor acima dos níveis esperados. Segundo ele, desde o acidente com o Boeing da Gol, dos 160 controladores de Brasília, 20 deixaram seus cargos temporariamente. Ele acrescenta que o problema só deverá ser solucionado quando novos controladores forem contratados e os que estão licenciados voltarem aos seus cargos.Matéria alterada às 12h30 para atualização de informações

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