Tempo seco deixa índices de umidade do ar baixos em SP

Em algumas regiões do Estado, foi registrada umidade abaixo dos 30%, mínimo recomendado pela OMS

Simone Menocchi, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2008 | 18h10

Somente o litoral paulista não sofre a baixa umidade do ar. Em todo Estado de São Paulo, segundo medição feita pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o que se viu nesta quarta-feira, 16, principalmente no período da tarde, foi o índice chegar aos 30%, número considerado preocupante pela Organização Mundial de Saúde (OMS).   Até em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, onde há muita vegetação e ar puro, o índice foi baixo, tanto nas medições automáticas quanto nas medições manuais. As 15 horas era de 52%, mas no final do dia, chegou a 30% ou pouco menos.   Os turistas e as pessoas que trabalham no local sentem os reflexos da baixa umidade unida às baixas temperaturas. "Apesar do ar puro da montanha, também sentimos que o ar está bem seco, mas isso não atrapalha as férias", disse o turista Paulo Roberto Ribeiro, de São Paulo.   Em Campos do Jordão, nesses últimos dois dias, as temperaturas caíram bastante e há previsão de geada para a madrugada desta quinta-feira. Na quinta-feira, 15, a mínima na cidade, medida no Horto Florestal, foi de -2,2ºC, a menor temperatura do ano até agora na Serra da Mantiqueira.   Os ventos que sopram do mar não chegam ao Vale do Paraíba e ao restante do Estado. De acordo com os meteorologistas os ventos chegam da região Norte do País trazendo massa de ar seco, o que impede a presença dos ventos do mar. A falta de chuva se explica pela própria estação.   Segundo o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) não vai chover nos próximos cinco dias, principalmente na região Sudeste do Brasil. Também segundo o Cptec não chove há 60 dias entre o noroeste de Minas Gerais ao centro sul de Tocantins.

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