Tenente-coronel nega as acusações de favorecer advogados presos

O tenente-coronel João Francisco Antunes disse, ao depor, que determinou que o telefone da sala em que ficariam os advogados presos fosse bloqueado e não permitiu aos detidos usarem seu celular. Eles tiveram uma única oportunidade de telefonar para avisar seus advogados da prisão. Segundo Antunes, as visitas não eram indiscriminadas e restringiam-se à família e advogados em horários estabelecidos, exceto quando as mulheres deles levavam remédios ou roupas. Sobre o fato de os dois advogados terem recebido processos e trabalhado enquanto estavam detidos, o tenente-coronel afirmou que não havia restrição em relação a isso no mandado de prisão. Ele disse entender que o fato de os dois estarem detidos provisoriamente não impedia legalmente que exercessem a profissão, conforme consulta verbal que Antunes afirmou ter feito à seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Botucatu. Antunes negou ainda que carros do patrulhamento tenham sido desviados para que policiais comprassem jornais, revistas, cigarros e comida para os detidos. Um dos advogados presos, Ézio Rahal Mellilo, negou ter usado os telefones da PM e as outras mordomias que ele e Moura teriam tido no quartel. Afirmou também que o estatuto da OAB lhes permitia trabalhar na prisão.

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