"Tentativa de cassação de mandato tem motivação eleitoral", diz Mercadante

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse nesta sexta-feira, em entrevista coletiva, que não vê possibilidade de perda do mandato por conta do envolvimento de seu assessor Hamilton Lacerda no esquema de compra do chamado dossiê Vedoin. Os partidos de oposição, PFL e PSDB, ameaçam entrar com pedido de cassação de mandato de Mercadante no Senado caso seja comprovado o envolvimento do candidato na trama. Ele ainda tem quatro anos de mandato a cumprir."Entendo essa iniciativa como mais um ataque a minha campanha, por motivações eleitorais", declarou Mercadante em São Bernardo do Campo, onde acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numa visita a unidade da Mercedes Benz."Não vejo nenhuma possibilidade de isso afetar meu mandato ou minha campanha, porque não tenho nenhum envolvimento com o episódio, como ficará comprovado com o aprofundamento das investigações", acrescentou.Mercadante insistiu que não trocaria seu futuro político pela vitória na eleição desse ano. "Estou sendo vítima desse episódio indesejável. Tenho ainda quatro anos de mandato como senador e um futuro pela frente, porque tenho apenas 52 anos, e não trocaria uma eleição pelo meu futuro. Não existe eleição do tudo ou nada", justificou.Ele justificou a exoneração de Lacerda do cargo de assessor do gabinete como mais um fator a confirmar que ele não seria conivente com a operação de compra do dossiê. "Assim que tomei conhecimento dos fatos, tomei providência e afastei o Hamilton Lacerda da campanha e do meu gabinete", insistiu. Segundo Mercadante, Lacerda possuía uma história dentro do PT "muito forte e não havia nada que o desabonasse". O assessor participou da juventude do partido e foi escolhido "por unanimidade" para coordenar a campanha de Mercadante na macro-região do ABC, "uma das mais importantes para a campanha", explicou o senador.

Agencia Estado,

29 de setembro de 2006 | 16h49

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