Tentativa de seqüestro da mãe de Kléber assusta jogadores

Os jogadores estavam se preparando para o treino da manhã desta quarta-feira, 2, no CT Rei Pelé, quando o lateral-esquerdo Kléber telefonou, dando a notícia do seqüestro e abandono de sua mãe, em Itaquera, zona leste da capital. O grupo ficou assustado e temendo que a onda desse tipo de crime contra familiares de jogadores possa estar voltando. Segundo Tabata, o único jogador que atendeu a imprensa, Kléber estava triste e ao mesmo tempo aliviado pelo fato de não ter acontecido nada de mais grave com sua mãe.Para Tabata, o que aconteceu com a mãe de Kléber provoca uma grande preocupação entre os jogadores, que pouco podem fazer para dar maior segurança aos familiares. "Estamos expostos na mídia e a imagem que fazem de nós é que todos ganhamos muito, quando a realidade não é bem essa. A maioria dos atletas é de origem humilde e teve que trabalhar bastante para poder dar um pouco de conforto à família", justifica.O meia santista não concorda que os jogadores se tornam famosos e ricos e esquecem os pais, que continuam morando na periferia. "A situação é complicada. Primeiro, numa imaginamos que isso possa acontecer com a gente. E também os pais de atletas estão acostumados ao ritmo de vida onde sempre moraram. Sabem que se for para outro lugar, terão que fazer outro ciclo de amizades e mudar os hábitos e preferem ficar aonde estão", concluiu.

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