3ª vítima de tragédia em Mariana é identificada, diz governo

Há ainda dois cadáveres aguardando identificação. Total oficial de desaparecidos é de 24; cinco são crianças

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

09 Novembro 2015 | 19h44

Atualizada às 21h19

O governo do Estado de Minas atualizou, às 18 horas desta segunda-feira, 9, a lista de mortos e desaparecidos em decorrência do rompimento das barragens de Mariana e também informou sobre a retirada de mais um corpo da área por onde passou a enxurrada de lama. Assim, até a noite desta segunda, cinco mortes poderiam ser atribuídas à tragédia, mas havia a identificação oficial de apenas três vítimas.

O corpo identificado por familiares à tarde é de Valdemir Aparecido Leandro, de 48 anos, funcionário da empresa Geocontrole, uma das subcontratadas da Samarco. Ele constava na lista inicial de funcionários da mineradora que estavam desaparecidos. O corpo havia sido encontrado no fim de semana em Rio Doce, cidade a 100 quilômetros de Mariana.

Além dele, já foram identificados Sileno Narkievicius de Lima, de 47 anos – motorista da empresa Integral, também subcontratada da Samarco –, e Claudio Fiúza, de 41 anos, funcionário da Samarco, que enfartou no momento em que a barragem desabou, conforme informações divulgadas pelos bombeiros.

Outra morte está sendo investigada em uma área do município de Barra Longa, a 60 quilômetros da barragem. O corpo passava, nesta segunda, pelo processo de identificação e não tinha idade nem sexo confirmados. Desde o fim de semana, um corpo se encontra no Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte, aguardando identificação. Esse também foi encontrado no município de Rio Doce.

A última atualização dos dados sobre as vítimas, divulgada no fim da tarde desta segunda pelo governo estadual, registrava 24 pessoas desaparecidas. Onze são funcionários da Samarco e os demais moram na região – 12 deles são de Bento Rodrigues, distrito de Mariana mais afetado pela enxurrada. Entre os procurados há cinco crianças. 

As buscas continuam, com as equipes de resgate fechando o trabalho por perímetros. Ainda não há previsão de por quanto tempo serão feitas operações, mas elas não deverão ser encerradas nesta semana.

Hotel. Até esta segunda-feira, 9, 162 famílias estavam alojadas em hotéis de Mariana, totalizando 612 pessoas desabrigadas. O Hotel Providência, no centro histórico de Mariana, que concentra o maior número de hóspedes, tem avisado informalmente hóspedes e representantes da Samarco – que são presença constante no lugar – de que só terá vagas até o dia 16, quando um grupo que já pagou as estadas deve chegar à cidade. 

O local, que abriga mais de cem pessoas, tem tido de impor horários de visita e colocado pulseiras nos desabrigados diante da quantidade de gente hospedada atualmente no lugar. “Essas famílias têm gastos e muitas não têm renda. Elas não podem ficar dependentes dos marmitex da Samarco por muito tempo”, reclamou o promotor Guilherme Meneghin, que pedia nesta segunda uma solução urgente.

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