Tereza Campello não vê ''mágica'' contra pobreza

A nova ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, disse que não há "solução mágica" para erradicar a extrema pobreza no País e anunciou para breve o reajuste dos benefícios do Bolsa-Família. "Estamos terminando os estudos", afirmou.

Marta Salomon e Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2011 | 00h00

Tereza só aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff para assumir a pasta depois de submeter a decisão a uma junta médica: ela começa na semana que vem tratamento de quimioterapia, na sequência da retirada de novo tumor de mama. No discurso de posse, a economista e ex-subchefe de avaliação e monitoramento da Casa Civil fez um agradecimento especial à medica infectologista Lena Peres. "Ela salvou minha vida duas vezes."

Na primeira, Tereza, grávida, teve diagnosticada uma infecção no cérebro. Em 2007, exames mostraram um tumor benigno também no cérebro, o que a levou a uma cirurgia.

Uma das suas primeiras tarefas será definir o plano de erradicação da pobreza extrema, promessa de Dilma. O reajuste do valor do Bolsa-Família fará parte dessa estratégia. Ontem ela apontou uma diferença na visão sobre o programa, ao definir como principal desafio a "inclusão produtiva". Defendeu o reforço de ações que permitam que as famílias "deixem de precisar do benefício", as chamadas portas de saída.

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