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Termina depoimento de Marcola à CPI

O depoimento de Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital à CPI do Tráfico de Armas, foi encerrado às 17h45 desta quinta-feira, 8, no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes.Marcola entrou na sala algemado e escoltado por doisagentes de segurança penitenciária. Em seguida,sentou-se em um cadeira em frente à bancada ondeestão os parlamentares, mas evitou olhar para osfotógrafos. Ele veste calça cáqui, uniforme do sistema prisional, camiseta branca e tênis prateado. Ele começou a depor às 13h47.O governo mobilizou 110 policiais e 23 viaturas além de um avião learjet turbo-hélice com 14 lugares no suporte à sessão. Só a PM dispôs de 69 policiais fardados e 9 do Serviço de Inteligência. A Polícia Federal usou 25 agentes e a Civil, um delegado e sete investigadores. Todo o aparato foi necessário porque dois dos deputados receberam ameaças de morte do PCC, exigindo que não fosse tomado o depoimento de Marcola. Na chegada ao CRP, os deputados passaram por uma manifestação de agentes penitenciários, que exigem melhores condições de trabalho.CPIA convocação de Marcola, para depor sobre o crime organizado, foi aprovada no início de maio e estava prevista para o dia 30. Os ataques do PCC impossibilitaram seu depoimento nessa data. Antes que a CPI marcasse nova data, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), invocou razões de segurança e vetou a presença do preso no prédio do Congresso. Após o veto, a CPI cogitou a possibilidade de ouvir o detento na Polícia Federal, em Brasília, ou na Assembléia Legislativa, em São Paulo. Outra sugestão foi realizar o depoimento de Marcola por videoconferência, mas os integrantes da CPI recusaram. Por fim, foi definido que os parlamentares ouviriam o líder do PCC no próprio presídio.

Agencia Estado,

08 de junho de 2006 | 18h13

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