Termina greve branca de presos ligados ao PCC

Acabou a greve branca dos presos ligados ao primeiro Comando da Capital (PCC). De terça-feira passada até a última sexta-feira, os detentos se recusaram a comparecer às audiências judiciais, o que é considerado falta grave dentro do sistema prisional. O protesto foi feito em solidariedade à cúpula do PCC, que está na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, e ao preso Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que foi ouvidos pelos deputados federais da CPI do Tráfico de Armas.Para a inteligência da Polícia Civil, o movimento feito pelos presos pode ter servido de teste para a capacidade de mobilização simultânea do PCC sem o uso de telefone celular. Isso porque os líderes da facção estavam ainda isolados em Presidente Venceslau em um presídio onde o sinal de telefone celular estava bloqueado por ordem judicial - só na quarta-feira a Justiça restabeleceu o sinal.A Secretaria da Administração Penitenciária pretende averiguar a responsabilidade pelo movimento da semana passada. Os líderes devem ser punidos segundo a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), que considerou a recusa de comparecer às audiências judiciais falta grave.

Agencia Estado,

12 de junho de 2006 | 18h27

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