Termina greve de fome em Taubaté

Depois de quatro dias sem comer e sem sair ao banho de sol, os 223 detentos da cadeia pública de Taubaté, no Vale do Paraíba, encerraram a greve de fome, iniciada na noite de quinta-feira passada. O motivo para o fim do protesto foi a promessa de transferência de vinte presos para outras penitenciárias do Estado. A reivindicação inicial era que fossem removidos noventa detentos já condenados. Além da reclamação da superlotação - a cadeia tem capacidade para 80 homens - os detentos exigiam melhoria no tratamento médico e autonomia para escolher os presos faxina, que fazem a limpeza externa do local. Segundo o diretor da cadeia, Francisco Amêndola, nenhum pedido oficial tinha sido feito a ele, somente a solicitação para uma negociação com a juíza corregedora Sueli Armani Zeraick. A promessa de transferência, ainda nesta semana, foi fruto de um acordo entre os líderes do movimento e o promotor Alexandre Ciscato, que na tarde de hoje representou a juíza corregedora. A polícia militar esteve no local durante todo o dia e se organizou num forte esquema de segurança para retirar cinco presos que prestariam depoimento em São Paulo. Depois do acordo firmado, os presos voltaram a comer. A refeição foi servida por volta das 18h00, quando os detentos se alimentaram com uma marmita com arroz, feijão, batata e bife.

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