Termina greve dos policiais civis do ES

Durou menos de 48 horas a greve da Polícia Civil do Espírito Santo. Em assembléia nesta quinta-feira, às 10 horas, os delegados, que paralisaram suas atividades ao meio-dia da última terça-feira, aceitaram a proposta do governo: 38% de reajuste salarial. Eles queriam também aumento de 70% na gratificação por representação.Os demais policiais, representados pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol), suspenderam a greve, no fim da tarde desta quinta, sob protesto. A chefe de gabinete da Secretaria da Segurança Pública, Jaíra Muniz, não soube explicar o conteúdo da proposta de reajuste enviada à Assembléia Legislativa. "Ainda não há nada concreto, são só propostas", disse ela.De acordo com o diretor jurídico do Sindipol, Antônio Tadeu Nicoletti, os 38% foram divididos em cinco parcelas, das quais apenas duas serão pagas durante a gestão do atual governador, José Ignácio Ferreira (PTN). "Não houve nenhum tipo de reposição salarial. Ninguém teve ganho, pelo contrário. Voltamos ao trabalho em respeito à população, mas vamos voltar a reivindicar", disse o sindicalista.Ele afirmou que, no projeto enviado à Assembléia, o governo acaba com gratificações por escala especial. Além disso, uma decisão judicial multa os grevistas em R$ 10 mil por dia de paralisação. O valor já chega a R$ 70 mil, pois eles já haviam parado por quatro dias em maio.Segundo Nicoletti, havia também ameaça de corte de ponto. Nesta quinta, antes do fim da paralisação, os policiais suspenderam serviços como remoção de cadáveres, emissão de carteiras de identidade e de laudos cadavéricos e de corpo de delito. Segundo os sindicalistas, a ameaça de paralisar também o policiamento nos presídios não foi cumprida.

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