Termina greve dos professores municipais em São Paulo

Depois de uma manifestação dos professores em greve da rede municipal de ensino, em frente à Secretaria de Gestão, na Rua Líbero Badaró, no centro da capital paulista, que reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, a categoria decidiu, em assembléia, suspender a greve dos profissionais das escolas municipais, que durava 16 dias.A votação foi apertada e a decisão foi bastante criticada pelos servidores presentes, que eram a favor da manutenção da paralisação. Numa outra rodada de reuniões entre a categoria e a Prefeitura, o município reviu uma proposta anterior e ofereceu aos professores um aumento na Gratificação de Desempenho Educacional (GDE) a que têm direito no mês de julho, de R$ 350 para R$ 400. O benefício será antecipado para junho. A Prefeitura não ofereceu nenhum reajuste salarial e o sindicato disse que as negociações continuarão, mesmo após o fim da greve.A Prefeitura, que anunciou o desconto dos dias parados dos grevistas, afirmou nesta quarta que não descontará esses dias, se os professores voltarem ao trabalho amanhã.GreveEsta foi a maior greve na rede municipal em 16 anos. Segundo a Prefeitura, perto de 150 mil de quase 1 milhão de alunos estão sem aula. Os professores disseram ter parado parcial ou totalmente 75% de cerca de 900 escolas. Os professores exigem aumento do piso salarial de R$ 509,00 para R$ 960,00 (para professores com ensino médio) e de R$ 615,00 para R$ 1.159,00 (para os de formação universitária). Segundo a Prefeitura, o salário médio da rede é de R$ 2.371,00 e somente 6% dos 53 mil professores recebem o salário-base.

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