Termina rebelião de presas em Ribeirão Preto

A rebelião das detentas da penitenciária feminina de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que teve início às 15 horas de terça-feira, terminou por volta das 8h15 de hoje. Segundo a Secretaria de Segurança Penitenciária, o casal de funcionários que estava sendo mantido refém foi liberado. Ninguém ficou ferido. As reivindicações das presas, incluídas a mudança na alimentação e nas regras em horários de visitas, serão analisadas pela diretoria do presídio. Dez detentas serão transferidas para outros presídios até o final do dia, segundo a Secretaria. Rebeliões em São Paulo Ontem, terminou por volta das 13 horas a rebelião em outra penitenciária de Ribeirão Preto. Os presos rebelados liberaram as 11 pessoas que eram mantidas reféns e encerraram a rebelião que começou na manhã de Segunda. Cerca de 1.100 presos se rebelaram por volta das 9 horas, e fizera 12 reféns, para protestar contra o rigor nas revistas das visitas femininas durante os finais de semana. Um dos motivos principais da medida é que, nos dois últimos finais de semana, durante a revista, foram encontrados drogas, como LSD, cocaína e maconha, geralmente nas vaginas das mulheres de detentos ligados ao PCC. Na segunda-feira, detentos de outras três penitenciárias paulistas se rebelaram. Terminou, por volta da 0h15 de hoje uma rebelião iniciada na tarde de ontem na Penitenciária de Lucélia, região de Presidente Prudente, a 586 quilômetros da capital paulista. Após 12 horas de motim, os quatro últimos reféns, todos agentes carcerários, foram liberados pelos cerca de 1.200 presos que superlotam a carceragem feita para no máximo 800 pessoas. Segundo os funcionários da penitenciária, nenhum dos reféns sofreu ferimentos graves. O motim começou após uma tentativa de fuga. Em Bauru, terminou por volta das 13 horas ontem, uma rebelião na Penitenciária 1. Os agentes penitenciários Adair Martins Pereira e Rhaeder Araújo Bonetti, feitos reféns por um grupo de 22 presos, no domingo, às 21h30, foram libertados sem ferimentos. Sete dos 22 detentos, provenientes da Penitenciária de Guareí, na região de Itapetininga, exigiam ser transferidos para outras unidades, e foram atendidos pois não foram bem recebidos por outras facções. Na cidade de São Paulo, detentas da Penitenciária Sant´Ana, na zona norte, rebelaram-se às 9h45 em protesto contra a transferência de 15 colegas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) para o Anexo da Casa de Custódia de Taubaté. Elas fizeram oito funcionárias reféns e as agrediram - uma das vítimas foi internada em estado grave. O motim acabou às 17 horas. As rebeladas afirmaram que as colegas corriam risco de vida em Taubaté porque o presídio tem muitas integrantes da facção Terceiro Comando da Capital (TCC), rival do PCC. A Secretaria da Administração Penitenciária cedeu e aceitou remover as 15 detentas de Taubaté para Campinas. Com capacidade para 1.600 detentas, o presídio tinha hoje 1.257 mulheres.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2006 | 09h54

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