Termina rebelião em Franco da Rocha; outras três continuam

Terminou por volta das 13h30 desta terçca-feira, dia 21, a rebelião dos cerca de mil detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, iniciada na noite desta segunda-feira, 20. A tropa de choque entrou no prédio para dar fim ao motim. Dezessete agentes penitenciários haviam sido feitos reféns, um deles foi liberado juntamente com um interno com ferimentos leves. No momento, os presos estão passando por uma revista. A rebelião foi iniciada às 19h30 de ontem e prosseguiu por toda a madrugada. Às 7h30 de hoje, as negociações foram retomadas. Com capacidade para 864 detentos, o Centro de Detenção abriga atualmente 1.192.Outras rebeliõesMais uma rebelião de detentos teve início por volta das 11h45 desta terça-feira no Centro de Detenção Provisória de Mauá, na Grande São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, há reféns. O diretor da unidade Wellington Rodrigo Segura está no local negociando com os presos. Ainda não há informações sobre feridos.Por volta das 11 horas, os detentos do CDP de Caiuá, na região de Presidente Prudente, iniciaram uma rebelião. Ainda não há informações sobre reféns ou feridos, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. A penitenciária tem capacidade para abrigar 768 presos, mas aloja atualmente 849 detentos. Também nesta manhã, os presos do CDP de Mogi das Cruzes, no quilômetro 2,36 da Estrada do Taboão, iniciaram uma rebelião, por volta das 10 horas. Há informações de que os presos fizeram algumas pessoas reféns, mas não há confirmação do número de envolvidos. Segundo informações da Polícia Militar, o helicóptero Águia foi acionado para resgatar uma pessoa que teria sido esfaqueada. O CDP de Mogi comporta 768 presos, mas atualmente abriga 1.177 detentos, segundo a Secretaria.IperóSão cinco rebeliões em dois dias em penitenciárias de São Paulo. Na noite de ontem, a Tropa de Choque da Polícia Militar invadiu a Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, no interior de São Paulo, que havia sido tomada pelos presos. Dois diretores e 20 agentes penitenciários foram feitos reféns. A operação deixou pelo menos 22 feridos - 15 presos e 7 agentes. Antes da entrada da PM, um preso deu entrevista pelo celular protestando contra os maus tratos de funcionários a detentos e contra as revistas consideradas humilhantes.

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