Termina rebelião em Natal. 25 reféns são libertados

Depois de quase dois dias de tensão, os 88 rebelados da penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, a 30 quilômetros de Natal, encerraram o movimento, por volta das 9 horas. Eles libertaram 24 mulheres, sendo quatro grávidas e um agente penitenciário, mantidos como reféns. Esta foi considerada a mais longa rebelião em presídios do Rio Grande do Norte. Um dos cabeças da rebelião é o assaltante Carlos Alberto da Silva, o Beto Ceará, condenado a 109 anos de detenção. Eles entregaram ao diretor do presídio, Douglas Casacchi Júnior, três armas de fogo, duas pistolas e um revólver 38. Segundo os presos, as armas pertenciam aos agentes penitenciários. O outro agente, Marcos Vinicius Gomes de Souza, 32, foi libertado na tarde de ontem. O agente Antônio da Silva Filho, 28, liberado após 44 horas de angústia, afirmou que foi agredido pelos amotinados. Dois presos saíram feridos do motim - José Paulo Patrício da Silva, que desmaiou ontem pela manhã após levar várias pancadas na cabeça em cima de telhado do Pavilhão 1 e que cumpre pena de 12 anos por estupro, e João Maria Segundo do Nascimento, o "João Gordo", condenado a 30 anos de reclusão por tráfico de drogas. Os dois foram atendidos por médicos e retornaram à penitenciária.Às 10h20, cerca de 100 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), entraram no Pavilhão para fazer a revista do prédio. As autoridades carcerárias estudam a possibilidade de trazer de volta para Alcaçuz, dez bandidos da alta periculosidade como Wilson Gomes Bento e Almir José da Costa, condenados a mais de 100 anos, por assalto a banco e pela morte de um delegado da Polícia Civil potiguar em junho de 2002. Os dez criminosos encontram-se reclusos em unidades prisionais do Ceará e da Paraíba.

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