Roberto Custodio/JORNAL DE LONDRINA
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Termina a rebelião de presos na Penitenciária Estadual de Londrina

Oito reféns ficaram feridos, um deles em estado grave; líderes responderão por dano ao patrimônio e tentativa de homicídio

JULIO CESAR LIMA, Especial para o Estado

07 Outubro 2015 | 11h29

Atualizada às 21h05

LONDRINA - O motim na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2), no Paraná, terminou na manhã desta quarta-feira, 7, após 25 horas, e deixou oito feridos – um deles gravemente, após ter sido arremessado do alto do prédio por outros detentos. Após o início da rebelião, três presos fugiram e apenas um deles havia sido recapturado até a noite desta quarta. Os líderes do movimento responderão por dano ao patrimônio e tentativa de homicídio. 

Líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram apontados como mentores da rebelião na unidade prisional. Segundo o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR), ligado à Secretaria da Segurança Pública, Luiz Alberto Cartaxo Moura, um delegado será designado para acompanhar o caso, enquanto o setor de inteligência da polícia continua a investigar como as ordens eram repassadas aos detentos. 

“Estamos investigando se houve uma falha na fiscalização e de que forma isso aconteceu”, disse o diretor na tarde desta quarta. O PCC tem atuado no Estado desde 1998 e já liderou dezenas de rebeliões desde então.

Cartaxo e o tenente-coronel, José Luiz, do 5.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela segurança da região, disseram que, apesar da tensão, não houve ordem para a polícia entrar no presídio. “Tivemos um momento mais tenso no começo e depois na madrugada, quando eles tentaram fugir mais uma vez, mas a situação acabou sendo contornada”, afirmou o policial militar. 

“Nós adotamos essa prática, de não ceder a exigências de transferências de presos, e se isso fosse pedido, não teríamos negociado”, afirmou Cartaxo. Com capacidade para 1.086 presos, a penitenciária tem hoje 1.150 detentos.

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