Termina rebelião em São José do Rio Preto

Depois de dez horas de negociações, terminou hoje, à noite, a rebelião dos 260 dos 420 presos da Cadeia de São José do Rio Preto (445 quilômetros da capital). Os rebelados, que ocupam a ala inferior do presídio, exigiam duas visitas de familiares por semana e que o número de visitantes não fosse limitados, além da transferência de 38 presos para o Instituto Penal Agrícola (IPA), 25 para penitenciárias da região, revisão das penas e outras solicitações.Atualmente, as visitas ocorrem aos domingos. O diretor da cadeia, delegado Genival Ribeiro dos Santos, disse que algumas das reivindicações dos presos já estão sendo providenciadas, como a verificação processual de cada um. Afirmou que o pedido de duas visitas por semana não pode ser atendido. "Não temos estrutura e nem pessoal suficiente na cadeia", explicou. O carcereiro Álvaro José Gonçalves, que vinha sendo mantido como refém, foi libertado pelos presos. O diretor da cadeia disse que o carcereiro não sofreu nenhuma violência. "Foi direto para sua casa, depois de libertado".A rebelião começou por volta das 8 horas, após a transferência do preso Carlos José de Araújo, o Carlinhos Rapé, da cadeia local para a Penitenciária de Riolândia, a 125quilômetros de São José do Rio Preto.Araújo seria um dos líderes entre os presos. Ele é fugitivo do Instituto Penal Agrícola, de Bauru. A cadeia foi cercada por policiais militares e civis, além de uma equipe do Corpo de Bombeiros. Os rebelados empilharam colchões e outros objetos nas grades, para impedir a visão do pátio da cadeia. Eles ameaçaram atear fogo nos colchões em caso de invasão do prédio pela Tropa de Choque.O diretor da cadeia disse que desde o início tentou resolver pacificamente o motim.Para o delegado Genival dos Santos não existe relação entre o motim na Cadeia de SãoJosé do Rio Preto com a organização Primeiro Comando da Capital (PCC). Nenhum presoficou ferido na rebelião. A revista nas celas da ala inferior foi iniciada logo apóso término da rebelião.

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