Termina rebelião na Cadeia Pública de Tatuí

A rebelião na Cadeia Pública de Tatuí, na região de Sorocaba, no interior paulista, terminou na tarde desta terça-feira, 28, segundo informações da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Por volta das 12h30, o carcereiro feito refém na tarde de ontem foi libertado pelos detentos. O motim começou por volta das 17 horas de segunda-feira, 27, depois de uma tentativa de fuga frustrada. Os rebelados exigiam liberação de vagas em outros presídios. Ainda não há confirmação de feridos nem detalhes sobre o estado em que ficou a cadeia. No início desta tarde, a Secretaria de Administração Penitenciária também confirmou o fim das rebeliões nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) de Pinheiros, na zona oeste da capital, de Osasco e de Diadema, na Grande São Paulo. Os 14 reféns que estavam espalhados por essas unidades foram libertados. No CDP de Pinheiros, a rebelião durou 23 horas e terminou por volta das 14 horas desta terça-feira. Já no presídio de Diadema, na região do ABC, o motim terminou às 13h45 e, em Osasco, 13h30. Ainda não foram divulgadas informações sobre feridos.Onda de rebeliõesO governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 28, que não descarta a suspeita de motivação política por trás da série de rebeliões nos últimos dias nas unidades prisionais do Estado. "A dois dias de eu deixar o governo, é claro que suspeitamos (de motivação política). Tivemos, no ano passado, quase zero em rebelião. É claro que não é por acaso e não vamos retroceder", declarou Alckmin, após inaugurar o Instituto de Psiquiatria e de Traumatologia e Ortopedia do Hospital das Clínicas e visitar as obras do Instituto Doutor Arnaldo, na zona oeste da capital paulista.Ontem, presos de 30 celas do Centro de Detenção Provisória de Taubaté tomaram o pátio e utilizaram as portas arrancadas para impedir o acesso dos agentes. Ameaçando fazer reféns os presos do seguro, eles exigiam a transferência de detentos sentenciados, aumento na quantidade de visitas e uniformes. Três horas após o início da rebelião, 100 policiais militares da Força Tática, com coletes, escudos e capacetes, entraram no CDP e reconduziram os presos às celas. O CDP foi projetado para 750 presos, mas abriga atualmente 1.324.A Secretaria da Administração Penitenciária desconfia de ação orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital, a exemplo do ocorrido na semana passada, quando oito rebeliões deixaram um saldo de nove mortos no Estado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.