Termina rebelião na Febem de Franco da Rocha

Terminou por volta da 0h30 desta quarta-feira a rebelião dos cerca de 280 internos da Unidade Educacional (UE) - 31 da Fundação para o Bem Estar do Menor (Febem), em Franco da Rocha, na grande São Paulo. Os menores deram início ao motim em protesto contra a transferência do adolescente F.P., 18, conhecido como Batoré, e de outros dois colegas deste para o presídio de Hortolândia; além da decisão do governador Geraldo Alckmin de desativar a unidade de Franco da Rocha e distribuir os adolescentes infratores em outras unidades menores pelo interior do Estado. Três monitores foram feitos reféns por volta das 21h30 desta terça-feira. Policiais militares foram acionados e, juntamente com o diretor da unidade, conseguiram acalmar os rebelados, que soltaram os três monitores sem feri-los. Fogo foi ateado em colchões, pedaços de madeira, cobertores e roupas. A Tropa de Choque da PM não foi acionada.Batoré - Há informações de que o menor F.P. tenha sido colocado no "pacote" de garotos responsabilizados pelas últimas rebeliões será transferido para Hortolândia porque não estava respeitando um "acordo" feito com um diretor de divisão de Franco da Rocha. Em troca de não se envolver com motins, ele estaria tendo direito a regalias, como poder assistir à televisão e receber a namorada em horários fora do período de visita. Mas teria começado a incomodar ao fazer exigências demais. Acusado de 15 homicídios, Batoré é responsabilizado em seu processo na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) por apenas uma das mortes. Uma segunda acusação ainda espera sentença. Os demais casos, segundo entidades de direitos humanos, foram atribuídos a ele como vingança pelo fato de ter matado um policial.

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