Termina rebelião na Penitenciária de Contagem

Cerca de 70 presos do Pavilhão 4 da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana da capital mineira, mantiveram nesta quarta-feira, por aproximadamente quatro horas e meia, seis agentes penitenciários como reféns.No início da tarde, os agentes foram libertados sem ferimentos. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG), os funcionários foram dominados quando serviam o café da manhã, por volta das 9h.Os detentos usaram estiletes para render os agentes. Dois deles foram soltos ao meio-dia, e os outros quatro, uma hora e meia depois. As negociações foram abertas no final da manhã pelo comandante da 7ª Região da PMde Minas, coronel Sócrates dos Santos, e pelo subcomandante, coronel Jefferson deOliveira.Os presos exigiram a presença do diretor do presídio, Salvador de Oliviera Marzano. Segundo a PM, seis detentos identificados como líderes do motim reivindicavam, principalmente, a transferência de presos do pavilhão para outrospresídios do interior do Estado.A direção da penitenciária de Contagem concordou com a transferência de três detentos para unidades de Governador Valadares, na regiãoleste, e Divinópolis, no centro-oeste de Minas. Os amotinados se queixavam ainda da demora na avaliação dos processos criminais e exigiram a volta de três presos que haviam sido retirados do pavilhão e estavam isolados.De acordo com a Secretaria de Estado da Defesa Civil, policiais militares fizeramna tarde desta terça-feira uma varredura nas celas da penitenciária. Um princípio deescavação de um túnel, que seria usado para fuga, foi descoberto.A PM apreendeu ainda uma ?tereza? ? corda feita de lençóis amarrados e geralmente usada pelos presos para fugir. Os três presos que foram isolados do Pavilhão 4 estariam envolvidos nastentativas de fuga. Segundo a assessoria da secretaria, contudo, apesar de retornaremao pavilhão, eles serão submetidos ao conselho disciplinar do presídio.Aproximadamente 80 policiais do Batalhão de Choque, Rotam, Polícia de Eventos e o Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate) da PM participaram da operação na Nelson Hungria, que tem atualmente cerca de 700 detentos. Segundo aPM, a penitenciária não sofreu danos.

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