Termina seqüestro de estudante de Santos

A polícia de Santos libertou o filho de um empresário do setor de transportes que havia sido seqüestrado no dia 7 dentro da própria empresa do pai e prendeu quatro dos seis membros da quadrilha. "Foi um trabalho de pura investigação que levou a esse resultado", disse o delegado regional de polícia, Alberto Corazza ao divulgar nesta terça-feira à tarde o desfecho da operação, ocorrido na noite de segunda.O seqüestro ocorreu na empresa de transportes do pai do rapaz. Ele estudava com três amigos quando dois homens armados o seqüestraram e fugiram em dois carros: um Polo roubado e seu Audi. O Polo foi encontrado no dia seguinte em Cubatão e a polícia passou a seguir as pistas dos criminosos. Os funcionários da empresa foram ouvidos e um deles despertou a suspeita dos policiais: o vigia Fabrício Santos Ferreira, de 22 anos. As investigações prosseguiram até o final da tarde de segunda-feira, quando o cativeiro foi localizado na Vila Esperança, numa palafita. Os policiais chegaram no início da noite e surpreenderam os irmãos Eduardo Oliveira Palucci, de 38 anos, e Adriana Oliveira Palucci, de 20 anos, que não reagiram à prisão.O rapaz, cujo nome não foi divulgado pela polícia, estava abatido e demorou um pouco para perceber o que estava acontecendo. Mas estava bem de saúde, não tendo sofrido qualquer ferimento. Com as duas prisões, os policiais concluíram a identificação dos demais membros da quadrilha, esclarecendo o caso. O vigia Fabrício Santos Ferreira foi o terceiro a ser preso e confessou sua participação. Ele iria receber R$ 5 mil pelo fornecimento das informações sobre o seqüestrado, além de ter facilitado o trabalho dos seqüestradores, prendendo os cães na hora da abordagem. Fabrício chegou a ser imobilizado pelos bandidos para não despertar suspeitas. A polícia já identificou também Rafael Henrique Luqui, de 20 anos, e Raphael Lousada Araújo, de 22 anos, como membros da quadrilha. Um menor foi apreendido e entregue ao juizado.O seqüestrado não deu entrevistas, mas contou aos policiais que todo dia era levado a um novo cativeiro e, para evitar que fossem vistos quando estava sendo levado para a palafita onde foi encontrado, fizeram o percurso pelo mangue, passando por baixo das casas.

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