Termina seqüestro de filha de Silvio Santos

Terminou às 2h55 da madrugada o seqüestro de Patrícia Abravanel, de 24 anos, filha do empresário e apresentador de televisão Sílvio Santos, proprietário do Grupo SS.Segundo o assessor de imprensa de Silvio Santos, Carlos Brickman, Patrícia chegou em seu Passat e entrou chorando muito na residência. De acordo com Brickman, ela conseguiu escapar do cativeiro.A reportagem da Agência Estado, entretanto, apurou que o resgate de Patrícia foi pago. A jovem foi libertada hoje nas proximidades da Ponte do Morumbi, na Marginal do Pinheiros, de onde voltou para sua casa dirigindo um Passat alemão.Patrícia foi seqüestrada na manhã de terça-feira da semana passada por dois homens armados que usavam uniforme dos Correios.Ela foi levada em seu próprio carro, um Passat alemão, blindado. Não se sabe ainda se o carro que Patrícia dirigia após ser libertada era o mesmo usado no seqüestro. No começo da tarde da terça-feira passada, por telefone, os seqüestradores teriam feito o primeiro contato para estabelecer regras e saber com quem iriam negociar o pagamento do resgate. Teriam exigido a polícia e a imprensa fora do caso.CorrespondênciaSegundo o segurança da casa, José Isaldimiro da Silva, os dois homens chegaram pouco depois das 8 horas. Ele estava na guarita, na entrada da casa, na Rua Antonio Andrade Ribeiro, no Morumbi, zona sul da capital.Um dos homens, moreno, aparentando 24 anos, disse que tinha correspondência para entregar aos moradores da casa e obrigou Silva a sair da guarita. O segurança foi dominado, levado para a entrada principal da residência e fez com que Patrícia abrisse a porta da casa.Os seqüestradores trancaram Silva num quarto e levaram Patrícia no Passat estacionado na garagem da residência. O vigilante alertou os moradores da casa. Muitos ainda dormiam.Quando todos saíram para a rua encontraram ao lado da residência um Corsa Wind deixado pelos seqüestradores. O carro foi roubado na noite do dia 8 deste mês, próximo à Faculdade Integradas Alcântara Machado (Fiam), no bairro do Morumbi. AjudaSegundo um policial civil, ao ser avisado do seqüestro da filha, Sílvio Santos teria telefonado para o secretário da Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzi, e solicitado ajuda. O secretário acionou a Delegacia Anti-Seqüestro (Deas).O delegado Wagner Giudicce, titular da Deas, chegou à residência do proprietário do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) pouco depois das 10 horas. Ouviu o segurança, os empregados e reuniu-se com Sílvio Santos, a mulher Iris e as filhas.Investigadores da Deas passaram a monitorar os telefonemas. Os amigos do dono do SBT começaram a ligar querendo confirmar a notícia e foram aconselhados a deixar o telefone livre.A casa tem um circuito interno de tevê. A polícia não informou se os seqüestradores foram filmados quando chegaram, no interior da casa e na saída, pela garagem, levando Patrícia.A pedido de Sílvio Santos, a assessoria de comunicações do SBT, por meio do jornalista Carlos Brickman, solicitou aos jornais, rádios e emissoras de televisão que não divulgassem informações do seqüestro e o andamento das investigações.Como sempre agem em casos semelhantes, os jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, a Rádio Eldorado e o portal estadao.com.br atenderam, desde o início, ao apelo da família para que a notícia do sequestro não fosse divulgada, para evitar qualquer risco à pessoa sequestrada. O mesmo procedimento foi adotado por boa parte da imprensa, especialmente a paulista.

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