Testemunha chave do julgamento de Bola diz sofrer ameaças de morte

Ex-policial acusado de matar Eliza Samudio será julgado a partir da próxima segunda-feira, dia 22

Aline Reskalla, Estadão

18 Abril 2013 | 22h00

Testemunha chave do julgamento do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, marcado para a próxima segunda-feira, dia 22, o detento Jailson Alves de Oliveira e sua mulher estariam sendo ameaçados de morte por "pessoas ligadas a Bola e ao Zezé", afirmou ao Estado na noite desta quinta-feira o advogado de defesa de Jailson, Francisco Ângelo Carbone. Bola é acusado de ser o executor de Eliza Samudio, assassinada a mando do goleiro Bruno.

Zezé é um policial civil que passou a ser investigado este ano por envolvimento no crime. Jailson está preso na mesma penitenciária que Bola, a Nelson Hungria, e denunciou em 2012 que o ex-policial confessou ter matado a modelo e que ele ainda teria um plano para assassinar a juiza Marixa Rodrigues, que conduziu o júri que condenou o goleiro a 22,3 anos de prisão, em março deste ano.

Para Carbone, com a proximidade do julgamento de Marcos Aparecido, as ameaças aumentaram. "A mulher dele tem sido vigiada em pontos de ônibus e recebido telefonemas ameaçadores. A mulher está em prantos. Eles querem que o Jailson retire tudo o que disse, mas ele não vai fazer isso", afirmou o defensor.

Carbone também afirmou que a direção do presídio têm impedido contato do preso com a juíza Marixa, o que tem sido feito por cartas. "O Bola e o Zezé são muito fortes, têm uma quadrilha inteira ligada a eles. Os caras jogam pedra na casa dela (mulher de Jailson) e falam que vão dar o marido para cachorro comer", disse o defensor, que enviou um ofício ao Fórum de Contagem pedindo reforço na segurança dele e da

testemunha.

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