Testemunha de contrabando é morto com sete tiros

O contrabandista Jurandir Pereira de Oliveira, de 38 anos, que no início do mês havia se oferecido como testemunha no caso da prisão de 43 pessoas, ocorrida em março, em Foz do Iguaçu, foi morto com sete tiros na madrugada de domingo. Os 23 policiais federais, três policiais rodoviários, sete fiscais da Receita Federal e dez contrabandistas são acusados de formação de quadrilha para facilitar a entrada de produtos irregulares no Brasil. Todos estão respondendo a processo em liberdade. A Polícia Civil de Foz do Iguaçu ainda não tem pista.Segundo a Polícia Federal, ele apareceu no início do mês, dizendo que tinha informações sobre o caso, em razão de atuar há 15 anos como contrabandista na Ponte da Amizade. De acordo com ele, os policiais recebiam propinas por não vistoriar carros com placas previamente informadas. O Ministério Público Federal encaminhou a testemunho à Justiça Federal. Cinco dias antes do depoimento, ele pediu para não ficar mais enquadrado no programa de proteção a testemunhas. A PF acredita que, dentro do programa, ele não vinha mais tendo acesso a drogas, visto ter confessado que era viciado.Na semana passada, diante da juíza da 1ª Vara Federal, Alessandra Fávaro, ele negou o que dissera à PF. Em razão das várias contradições, acabou sendo desclassificado como testemunha. Três dias depois, foi encontrado morto em um bairro da cidade.

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