Testemunhas acusam boate de ter fechado porta no início do incêndio

De acordo com os relatos, seguranças pensaram que tumulto era consequência de uma briga

Lucas Azevedo, enviado especial a Santa Maria,

27 Janeiro 2013 | 11h07

SANTA MARIA - Testemunhas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, disseram que no início do incidente, os seguranças bloquearam a saída da boate por acharem se tratar de uma briga. O local tem apenas uma porta de saída e muitas vítimas entraram no banheiro pensando que cruzavam a porta de emergência para a rua.

Nas redes sociais, diversas pessoas disseram que a porta da boate foi fechada por alguns minutos. Alguns internautas afirmam, inclusive, que o motivo seria impedir que os frequentadores saíssem do local sem pagar a comanda.

De acordo com o Comitê Gestor de Crise, formado por equipes dos bombeiros, da Defesa Civil e das polícias militar e civil após a tragédia, pelo menos 180 pessoas morreram - a maioria asfixiada. Um caminhão precisou realizar quatro viagens para retirar os corpos do local e levá-los até um ginásio.

O governador do RS, Tarso Genro, confirmou, por meio de sua conta no Twitter, que se dirigirá a Santa Maria. "Domingo triste! Estamos tomando as medidas cabíveis e possíveis. Estarei em Santa Maria no final da manhã", escreveu o governador. A presidente Dilma Rousseff cancelou seus compromissos no Chile e viaja para Santa Maria ainda hoje.

 

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