Testemunhas confirmam denúncias de orgias com meninas

As sete testemunhas, ouvidas pela juíza Sueli Juarez Alonso, durante oito horas, entre a tarde e o início da noite de ontem, confirmaram as participações de vereadores e empresários de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto, no caso de aliciamento de meninas, que participaram de orgias em festas em ranchos e chácaras da cidade. Elas confirmaram o que a polícia e o Ministério Público já haviam apurado no início do processo. As testemunhas de defesa dos acusados, que devem ser de aproximadamente cem pessoas, devem depor dentro de 15 dias à juíza. Durante as oitivas das testemunhas, os acusados estiveram no Fórum de Porto Ferreira, mas não se manifestaram. Uma das testemunhas, a presidente do Conselho Tutelar, Neusa Conceição de Jesus da Silva, mencionou que as meninas, recolhidos num abrigo, estão assustadas com a repercussão do caso, inclusive duas delas estão grávidas - uma de quatro meses e outra de um mês e meio. Os pais não seriam vereadores e empresários acusados no caso de aliciamento, mas as meninas alegam não ter condições de sustentar os futuros filhos e não querem tê-los. Nos próximos dias, a Comissão Especial de Inquérito (CEI), da Câmara, que investiga os vereadores envolvidos no caso, deverá encaminhar as informações de 16 ligações telefônicas feitas da sede do Poder Legislativo para telefones fixos e celulares de duas adolescentes e do garçom Walter Mafra, suspeito de ser o agenciador das meninas e que está preso em Hortolândia. Mafra é suplente de vereador e poderia até ter esse álibi, mas será difícil explicar as ligações para as garotas. Todas as ligações teriam ocorrido no mesmo dia. Dos 13 homens que tiveram suas prisões preventivas decretadas pela juíza, 12 foram presos ? dez continuam presos (cinco vereadores e quatro empresários) e dois foram libertados, mas continuam respondendo o processo por aliciamento e corrupção de menores.

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