Testemunhas de chacina de moradores de rua terão proteção

O Ministério da Justiça colocou à disposição da polícia e do Ministério Público o Programa Federal de Proteção à Testemunha para incentivar depoimentos de pessoas que possam ter presenciado a morte de moradores de rua em São Paulo."Há possibilidade de alguém ter visto o que ocorreu", disse o ouvidor-geral da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Pedro Montenegro. Ele garantiu que a testemunha que se sentir incomodada em dar informações poderá contar com proteção especial.Amanhã, na capital paulista, Montenegro terá encontros com o delegado responsável pelas investigações, com promotores e com a secretária municipal de Assistência Social, Aldaíza Sposati. "O presidente da República e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, querem que esse caso tenha uma resposta enérgica", afirmou o ouvidor. No domingo, o ministro da Justiça afirmou que a Polícia Federal poderia participar, se fosse solicitada, das investigações da chacina. Assessores da PF em Brasília, no entanto, disseram não ter informações se agentes federais iriam atuar no caso. A ordem no âmbito do governo federal é demonstrar que os crimes estão sendo acompanhados com atenção.Por enquanto, a chacina nas ruas de São Paulo não será investigada pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), órgão ligado ao Ministério da Justiça. O conselho é a instância máxima na área de direitos humanos e pode, por exemplo, sugerir intervenção federal.

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