Testemunhas de defesa de freira são ouvidas

A Justiça de Guarapuava, a 240 quilômetros de Curitiba, na região central do Paraná, começou a ouvir nesta quinta-feira as testemunhas de defesa da irmã Anilce Terezinha Bianchini, de 58 anos, acusada de intermediar adoções ilegais, praticar maus-tratos em crianças e coagir testemunhas.A irmã está presa no quartel do Corpo de Bombeiros da cidade. Um dos advogados da freira, Miguel Nicolau Júnior, que nesta quinta esteve em Curitiba, disse que as sete testemunhas ouvidas ontem ?falaram muito bem da irmã?.Ainda faltam uma testemunha de defesa e uma de acusação para serem ouvidas. No entanto, Nicolau Júnior sustenta que já expirou o prazo para ouvir a acusação, não se justificando a continuidade da prisão da freira.Em Curitiba, o advogado deu entrada em um adendo ao pedido de habeas corpus, alegando que nesta quinta fez 82 dias que a irmã está presa.?A lei determina 81 dias para se ouvirem as testemunhas de acusação?, afirmou. Segundo ele, a freira somente está presa porque há um argumento de que ela coagiria as testemunhas. ?Mas já houve excesso de prazo?, sustentou.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2001 | 19h05

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.