Testemunhas depõem no julgamento do assassinato de Tim Lopes

Nove testemunhas de defesa compareceram nesta segunda-feira diante da juíza Tula Corrêa de Mello, do 1º Tribunal do Júri, onde corre o processo que apura o assassinato do jornalista Tim Lopes, que tem como principal acusado o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco.As testemunhas ? parentes e amigos dos acusados ? depuseram a favor de Elizeu Felício de Souza, o Zeu, Angelo Ferreira da Silva, o Primo, e Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho.Parentes de Primo disseram que ele foi preso por engano e só confessou sua participação no crime porque teria sido torturado por policiais. As testemunhas de Primo foram sua mãe, Lúcia Ferreira da Silva, seu padrasto, Francisco Martins de Oliveira, uma prima, Verônica de Jesus Alves, um amigo, Josenildo de Souza Freire, e a vizinha Fátima Rodrigues da Costa. Todos afirmaram que o acusado trabalha como ajudante de obras.Três testemunhas disseram que Zeu é trabalhador, nunca teve envolvimento com o tráfico de drogas e não participava de bailes funk. Suas testemunhas foram José Alfredo Gomes, dono de uma oficina no Complexo do Alemão, onde Zeu trabalharia como borracheiro, Alexsandro de Souza, que disse trabalhar com o acusado em um caminhão de mudanças, e João da Silva, o dono do caminhão. O último garantiu que Zeu tem ?bom caráter?.Em defesa de Ratinho depôs sua mulher, Fernanda de Carvalho, que confirmou o que o acusado disse no interrogatório a que foi submetido no dia de sua prisão. Fernanda disse que Ratinho trabalha como cobrador de kombi de lotação na Baixada Fluminense, não tem envolvimento com o tráfico de drogas e estava em casa com ela, no morro do Cantagalo, em Ipanema, zona sul, na noite do crime (2 de junho).A juíza ainda vai apreciar o pedido da defesa de Fernando Satyro da Silva, o Frei, para que nova data de apresentação de suas testemunhas seja marcada. Na sexta-feira, duas testemunhas de defesa de Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, prestaram depoimento.Os advogados de Elias Maluco e de Reinaldo Amaral de Jesus, o Kadê, não apresentarão testemunhas. Até o fim desta segunda, o prazo para apresentação da acusação e da defesa por escrito ainda não havia sido definido.

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