Testemunhas depõem no Rio sobre morte da menina Joana

Criança de 5 anos morreu após ter recebido alta de falso médico; garota também era agredida pelo pai

Pedro da Rocha, da Central de Notícias,

16 Novembro 2010 | 21h07

SÃO PAULO - Foram ouvidas nesta terça-feira, 16, quatro testemunhas do processo processo que apura a morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, em 13 de agosto deste ano. Uma delas era de acusação, e as outras três, de defesa. 

 

A médica Sarita Fernandes Pereira e o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha Souza, foragido, são réus no caso.  Os dois atenderam a criança no Hospital Rio Mar, Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

 

Das 23 testemunhas requisitadas pela defesa, 11 foram dispensadas a pedido dos próprios advogados de Sarita. Todos os médicos ouvidos pelo juiz Guilherme Schilling, do 3º Tribunal do Júri da Capital, elogiaram a conduta técnica da médica, e afirmaram que os pais da criança também a elogiavam.

 

Segundo a médica Vivian Ribeiro Gonçalves, que atendeu Joanna Marcenal na madrugada de 15 de julho, antes de Pereira, a menina não apresentava convulsão naquele dia.

 

De acordo com o pai e a madrasta de Joanna, ela não tinha quadro de convulsões. Vivian disse que por isso não houve a solicitação de exames. A médica disse ainda que o pai teria dito que a menina estava há 15 dias sem conseguir controlar sua urina.

 

Não há previsão de término da audiência. Faltam ainda os depoimentos de oito pessoas. A médica Sarita só será ouvida depois de todas as testemunhas.

 

Caso

 

De acordo com o Ministério Público (MP), Joanna era vítima de maus-tratos praticados pelo pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins. Levada ao Hospital Rio Mar, nos dias 16 e 17 de julho, a criança recebeu alta duas vezes, após ser atendida por Sarita e Souza, que está foragido.

 

O MP acusa Sarita de se beneficiar financeiramente como chefe de Pediatria ao substituir médicos por estudantes e embolsar a diferença da remuneração. A promotoria aponta ainda que ela falsificava documentos e credenciais para os universitários.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.