Testemunhas depõem sobre família queimada em Bragança

A Justiça de Bragança Paulista vai ouvir nesta sexta-feira 23 testemunhas do caso que chocou a cidade, quando quatro pessoas foram queimadas dentro de um carro, em dezembro de 2006, entre elas uma criança de 5 anos. Oito testemunhas de acusação indicadas pela Promotoria começaram a ser ouvidas às 9 horas. Outras 15, de defesa de Joabe Severino Ribeiro e Luis Fernando Pereira vão depor ao longo do dia. O depoimento da terceira testemunha de acusação terminou às 10 horas. "Meu depoimento foi curto e eu só repeti o que eu já disse muitas vezes. A história de como tudo aconteceu", disse Fabio Dorta, marido Luciana Michele de Oliveira Dorta, gerente-caixa da loja Sinhá Moça, que teve R$ 18,3 mil roubados do caixa antes das testemunhas. Após roubarem a loja, os dois seguiram com as vitimas para uma estrada de terra e atearam fogo no carro onde estavam a gerente Eliana Faria da Silva, 32 anos, seu marido Leandro Donizete de Oliveira, 31 anos, o filho do Casal Vinicius Faria de Oliveira, de 5 anos, e Luciana Michele de Oleira Dorta. Dias depois do crime, os dois confessaram ter assaltado a loja e ateado fogo no carro com as quatro pessoas dentro. Nova prova O delegado Marcelo Fábio Vita, da Delegacia de Investigações Gerais de Bragança apresentou nova prova em depoimento dado à Justiça. Segundo as provas, que já tinham sido anexadas ao processo, impressões digitais colhidas na loja Sinhá Moça foram identificadas como as de Ribeiro. Vita mantém a versão de que não havia uma terceira pessoa no local do crime. "A policia trabalha com provas, e os elementos colhidos durante a investigação não indicam nenhum tipo de evidencia da participação de um terceiro suspeito". Porém, Luis Alberto Contessa e Aderico Ferreira Campos, advogados de defesa no caso, apóiam a suposta existência de um terceiro suspeito. "Talvez se surgir um fato novo, pode até ser que a gente consiga um novo interrogatório em outra data", afirmou Luis Campos. Confissão Embora já tivessem confessado a autoria do crime à polícia, Pereira e Ribeiro se recusaram a dar declarações sobre o crime em interrogatório, no dia 23 de janeiro. O encontro com promotores do caso e com o juiz Marcos Mattos Sestini, da 2ª Vara Criminal de Bragança Paulista, durou cinco minutos. Os acusados saíram do Fórum da cidade escoltados pela polícia. Eles são mantidos presos em Tremembé, no Vale do Paraíba. O silêncio, estratégia adotada pela defesa, surpreendeu a Promotoria, que acusa Ribeiro e Pereira por roubo triplamente qualificado e quatro latrocínios. A pena esperada pelo Ministério Público é de 90 anos de reclusão. Esta matéria foi alterada às 13h13 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2007 | 11h20

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