Testemunho não muda situação de acusados em Bragança

O juiz Marco Mattos Sestini, da 2ª Vara Criminal de Bragança Paulista, interior de São Paulo, ouviu nesta terça-feira, 6, três testemunhas de defesa no processo em que o serralheiro Joabe Severino Ribeiro e o eletricista Luis Fernando Pereira são acusados de queimar vivas quatro pessoas dentro de um veículo, após assalto, em dezembro do ano passado. Os advogados Luis Alberto Contessa Campos e Aderico Ferreira Campos indicaram sete testemunhas, mas três não foram localizadas e uma desistiu de prestar depoimento. Os advogados têm três dias de prazo para apresentar novos nomes.Outras três testemunhas ainda deverão depor por meio de carta precatória, por morarem fora de Bragança. "Buscaremos um fato novo com essas pessoas que serão indicadas pela família, mas ainda não podemos revelar o mérito disso", afirmou Aderico Campos. A promotora Fabíola Sucasa disse que nada mudou com os depoimentos dados nesta terça. "Foram testemunhas que falaram apenas como eram os acusados no trabalho, no convívio social. Não eram testemunhas do fato", afirmou. Oito testemunhas de acusação prestaram depoimento em fevereiro. A Promotoria espera pena de 90 anos de reclusão. O juiz marcou nova audiência para 17 de abril. Ribeiro e Pereira confessaram à Polícia Civil de Bragança o assalto à loja Sinhá Moça. Após levarem R$ 18,3 mil da loja, os assaltantes seguiram com as vítimas para uma estrada de terra e atearam fogo no carro onde estavam a gerente do estabelecimento, Eliana Faria da Silva, 32 anos, seu marido Leandro Donizete de Oliveira, 31 anos, o filho do casal, Vinicius Faria de Oliveira, de 5 anos, e Luciana Dorta, 27 anos.

Agencia Estado,

06 de março de 2007 | 19h37

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