Teto surpreende especialistas

Alguns, como Ana Júlia e Anchieta Júnior, triplicaram suas estimativas em relação a 2006

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010 | 00h00

O aumento de mais de 200% na previsão de gastos de alguns dos governadores que tentam a reeleição surpreende especialistas. A diminuição do tempo de campanha, o veto ao uso de outdoors e a proibição de distribuição de camisas, bonés e outros brindes deveriam, em tese, reduzir os custos das campanhas. Isso, contudo, não ocorreu.

Para Jairo Nicolau, cientista político da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), uma das explicações pode ser a disseminação das estruturas profissionais de campanha para Estados menores. Segundo ele, equipes de pesquisa e profissionais de marketing eram antes usados apenas em disputas do eixo Rio-São Paulo-Minas. Está em curso um processo de "americanização" das campanhas: "O processo está encarecendo. Exige mão de obra, material de melhor qualidade". É uma campanha "curta, mas cara".

Para o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), o sociólogo Geraldo Tadeu Monteiro, não há o que justifique aumento tão grande de gastos para a reeleição dos governadores. "A publicidade corresponde a 40% do gasto da campanha. Mas o conhecimento do eleitorado sobre um governador já é quase total. Ele não precisa de tantos gastos assim", argumentou Monteiro.

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