Thomaz Bastos entra no caso de Toninho do PT

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, nomeado para representar a prefeitura e a família nas investigações sobre a morte do prefeito Antonio da Costa Santos, participou de uma reunião nesta terça-feira à tarde em Campinas, no gabinete da prefeita Izalene Tiene (PT). O advogado foi contratado depois que o criminalista Ralph Tórtima Stettinger deixou o caso, alegando divergências.Bastos se reuniu com Izalene, a viúva Roseana Garcia, o irmão do prefeito Paulo Santos e membros da Comissão de Acompanhamento, integrada por funcionários da prefeitura e políticos do PT. Ele pediu um prazo de uma semana a dez dias para analisar o inquérito, antes de manifestar qualquer opinião.O advogado afirmou que não conhecia nada sobre o inquérito e pediu cópias de reportagens publicadas sobre o caso. Ele afirmou que somente após a análise poderá avaliar as hipóteses de rumos a serem tomados.Bastos disse que também vai analisar o inquérito sobre os seqüestradores mortos por policiais campineiros em Caraguatatuba, dois deles acusados pelo Ministério Público de participação no assassinato de Toninho do PT, como era chamado o prefeito. Ele pretende desvendar se há pontos em comum entre os dois casos.A reunião durou pouco menos de uma hora. O advogado disse ter respeito pelo trabalho da Polícia Civil, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Ministério Público (MP), mas argumentou que ?as pessoas não são infalíveis?. Ele preferiu não adiantar que medidas poderão vir a ser tomadas, alegando que elas dependem da ?análise crítica? do inquérito.A vinda de Bastos a Campinas ocorreu um dia depois de o Ministério Público ter oferecido denúncia contra o seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, acusando-o de co-autoria do assassinato. Outros três acusados pelo DHPP e pelo MP, inclusive o autor dos disparos, foram mortos em confronto com policiais.A motivação não foi esclarecida. Mas os promotores afirmaram que a autoria do crime está fundamentada em provas. Para a família e os amigos, a motivação deveria ter sido esclarecida antes da conclusão das investigações. A viúva disse nesta terça-feira que a chegada do novo advogado pode mudar os rumos do caso.Roseana quer a reabertura do inquérito e aposta na conversa do criminalista com o juiz que irá decidir se as provas são suficientes para levar Andinho a julgamento. Stettinger deixou o caso justamente porque entendia que o inquérito deveria ser encerrado mesmo sem que a motivação estivesse clara, para que os acusados fossem punidos.Nesta terça-feira Bastos se reuniria também com os promotores públicos de Campinas que ofereceram a denúncia contra Andinho. Mas a reunião foi adiada para data indefinida.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.