Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE

Thor Batista é indiciado por atropelamento

Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, foi atropelado na Baixada Fluminense, em março

Fábio Grellet,

11 de maio de 2012 | 19h47

Atualizado às 21h40.      

RIO DE JANEIRO - Thor Batista, de 20 anos, filho do empresário Eike Batista, foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) pelo atropelamento do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, ocorrido na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, em 17 de março. A informação foi divulgada na noite desta sexta-feira, 11, pelo "RJTV", da TV Globo.

Segundo a perícia, a Mercedes-Benz SLR McLaren dirigida por Thor estava a 135 km/h. O limite permitido na rodovia é de 110 km/h. Se estivesse trafegando em velocidade permitida, Thor não seria indiciado e o ciclista seria considerado o único responsável pela própria morte. O inquérito será enviado na próxima segunda-feira ao Ministério Público, que vai decidir se Thor será ou não denunciado à Justiça. Os advogados que defendem Thor contestaram o laudo da perícia e disse que acreditam no arquivamento do inquérito policial.

O exame toxicológico feito no corpo da vítima indicou que o ciclista havia ingerido bebida alcoólica em excesso. Foi detectada a concentração de 15,5 decigramas de álcool por litro de sangue dele. A lei considera incapaz de dirigir carro quem tiver 2 ou mais decigramas de álcool por litro de sangue.

Veja abaixo a nota dos advogados do Thor na íntegra:

"A assertiva de dois peritos a propósito da velocidade empreendida pelo carro dirigido por Thor Batista, "com base em leis físicas oriundas da mecânica newtoniana", é inaceitável e causa indignação, uma vez que desacompanhada de qualquer método ou cálculo explicativo. Da forma como lançada no documento, a velocidade é uma afirmação que se traduz em peça de ficção científica, sendo impossível compreender, inclusive, como os peritos chegaram ao resultado.

Não bastasse, laudo particular, levando em conta os mesmos dados contemplados no laudo oficial, determina que o carro estava entre 87,1 e 104,4 Km/h e explica que só há um método confiável, de acordo com toda a doutrina que trata o tema, para efetuar a estimativa: o método de Sirle, que leva em consideração a distância entre o corpo da vítima e o local do acidente. A partir desses dados, o referido laudo percorre um caminho absolutamente científico e lógico-causal para chegar a tal conclusão.

Desta forma, confiamos no arquivamento do inquérito policial, tendo em vista que Thor Batista não deu causa ao trágico acidente".

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