Tia de capixaba morto em Londres pede ajuda do governo

A família do capixaba Acioli Pariz Júnior, de 29 anos, brutalmente assassinado em Londres há cerca de uma semana, pretende contar com a ajuda do governo brasileiro para arcar com os custos do traslado do corpo para Jaguaré, cidade natal da vítima, no interior do Espírito Santo. O custo do transporte está estimado em até R$ 20 mil, muito dinheiro para os parentes de Acioli. A tia de Júnior, Cláudia, conta que já foram contactados o senador Renato Casagrande (PSB-ES) e assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de resolver o problema. "Se depender só da mãe, que é professora, do irmão, que é enfermeiro, e do pai, aposentado, vai ficar difícil (pagar o traslado). Vamos também unir a família", afirmou Cláudia. Segundo ela, o traslado do corpo de seu sobrinho também depende do andamento das investigações sobre a sua morte. A tia de Acioli também espera que o governo brasileiro possa colaborar para agilizar o transporte do corpo de Acioli Júnior. Outra prioridade da família, relata Cláudia, é a ida do irmão de Júnior, Jalber, a Londres para acompanhar as investigações. Ele estava nesta quarta em Vitória para tentar agilizar a emissão de seu passaporte junto à Polícia Federal, o que era impossível durante o feriado de carnaval. Investigações Cláudia relata que a própria polícia londrina tem mantido contato com a família de Acioli. De acordo com ela, a perspectiva é que as investigações possam ser concluídas no prazo de cerca de três semanas. Na terça-feira, a polícia de Londres interrogou um homem de 55 anos, suspeito de envolvimento no assassinato de Acioli Júnior. O capixaba foi encontrado morto com duas perfurações no abdômen feitas provavelmente por um objeto cortante, como uma faca, e um ferimento na cabeça. Seu corpo estava num quarto do hotel Westminster House, no centro de Londres. O investigador Andrew Mortimer, responsável pelo caso, já havia afirmado que Acioli sofreu "terrivelmente". As investigações estão concentradas nas gravações feitas por câmeras externas do hotel, já que não havia monitoramento interno. Acioli Júnior vivia na Europa desde 2005. Ele morava na capital britânica havia cerca de um ano e meio e trabalhava como caseiro, mas estava em situação ilegal. A família recebia notícias constantes dele, que se mostrava animado porque iria conseguir o visto permanente para viver na Inglaterra. Além disso, segundo o irmão, Jalber, ele também aparentava estar contente porque havia programado uma viagem para a Itália, nos próximos 15 dias.

Agencia Estado,

21 Fevereiro 2007 | 19h04

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