Tiroteio entre facções rivais deixa um morto no Rio

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas numa troca de tiros entre traficantes de facções rivais durante tentativa de invasão ao Morro da Mineira, na região central, no fim da manhã desta quinta-feira, 24. A polícia interveio. Na fuga, os criminosos invadiram casas de moradores e o terreno da Light, companhia de eletricidade que abastece o Rio. Um representante comercial foi obrigado a carregar em seu carro o corpo do traficante morto.Segundo a polícia, traficantes do Morro do Zinco chegaram à Mineira por volta das 11h30. Os grupos rivais se enfrentaram. No tiroteio, o morador Francisco Anastácio Gomes, de 50 anos, foi atingido por bala perdida nas costas e um criminoso morreu. Gomes foi levado para o Hospital Central da PM.O representante comercial contou que foi parado por um grupo armado e obrigado a levar o corpo até a 6.ª Delegacia de Polícia (Cidade Nova). No caminho, encontrou com um carro da PM e pediu ajuda. O morto, morador da Mineira, ainda não foi identificado.Com a chegada dos policiais, os traficantes fugiram. Um grupo de 10 homens correu em direção ao terreno da Light. Um deles caiu do alto do muro, de cerca de 15 metros de altura. Alan Kardec de Oliveira Santos, de 21 anos, foi atendido no Hospital Souza Aguiar com ferimentos na cabeça, e preso em seguida. A polícia apreendeu dois revólveres, duas pistolas, 1.346 papelotes de cocaína e 67 tabletes de maconha.Outros criminosos invadiram casas de moradores para conseguir escapar. E. M. contou que a mãe dela estava em casa com três crianças com idades entre 6 e 11 anos, quando quatro homens armados mandaram que ela abrisse a porta. "Minha mãe pegou as crianças e foi para a casa de uma vizinha. Ficamos todos muito assustados". E. M. acusou os policiais de terem revirado a casa da mãe dela e de terem levado a chave do carro, R$ 40 e um relógio. Ela foi à delegacia tentar reaver os pertences, mas não prestaria queixa. "É a minha palavra contra a deles".O relações-públicas da PM, tenente-coronel Aristeu Leonardo, disse que as denúncias devem ser protocoladas no batalhão ou na corregedoria para que possam ser apuradas. O Morro da Mineira foi ocupado por policiais do 1.º Batalhão e pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope).

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