Tiroteio entre polícia e traficantes assusta em Copacabana

Um suposto traficante morreu e oito homens com antecedentes criminais, entre eles um menor, foram detidos em uma operação realizada pela Polícia Civil no complexo Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul. O intenso tiroteio logo após a chegada dos policiais no conjunto de favelas assustou os moradores do bairro, que concentra o maior número de hotéis localizados na orla carioca. A Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) com apoio de outras delegacias especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi ao local cumprir três mandados de prisão por tráfico e latrocínio, mas apenas Leandro Bras Rodrigues, o Léo, de 26 anos, foi preso. Ele estava foragido há cinco anos. O criminoso fugiu após cumprir dois dos 28 de condenação pela morte do policial civil José Vicente Gomes da Silva, torturado e esquartejado na Favela do Dique por 13 traficantes da facção criminosa Comando Vermelho, em 2000. O outro procurado Paulo Henrique Correia, o Juca Bala, apontado como chefe do tráfico no Pavão-Pavãozinho fugiu. "Ele e seus comparsas trocaram tiros com o helicóptero da polícia e escaparam pela mata", disse o delegado-titular da Drae, Carlos Alberto Oliveira. O irmão do traficante, Rogério Correia, o Rogerinho, também tinha mandado de prisão, mas não foi encontrado. Ao contrário do tiroteio de anteontem, no morro da Mineira, a troca de tiros no Pavão-Pavãozinho, foi rápida e o comércio na região funcionou normalmente. O clima de aparente tranqüilidade contrastava com policiais armados nos principais acessos à favela, como na ladeira Saint-Roman. Ali, os policiais ouviam pelo rádio as ameaças feitas por traficantes escondidos no alto da favela. "Se chegar aqui na caixa d´água ( localizada no topo do morro), vou jogar granada", ameaçou um bandido. No final da manhã, um rapaz ainda não identificado morreu ao trocar tiros com policiais em uma casa próxima ao Ciep João Goulart, onde funciona o espaço "Criança-Esperança", patrocinado pela TV Globo. A polícia apreendeu com ele uma pistola automática de calibre 45. Alguns moradores chegaram a procurar os jornalistas para alegar que o morto estaria desarmado no momento em que foi atingido, mas não houve protestos de rua. Um menor de 16 anos foi apreendido com uma arma Colt 45, das Forças Armadas. Ele tinha antecedentes por tráfico e estava com parte dos mais de 800 papelotes de cocaína encontrados na operação. Até o fechamento da edição, os demais presos permaneciam na Drae sendo investigados. Além da droga, a polícia apreendeu duas pistolas, munições e uma espada que seria usada para torturar adversários, de acordo com os policiais. Uma central clandestina para distribuição do sinal de TV a cabo foi estourada e uma TV LCD de 40 polegadas com a nota fiscal fria foi apreendida na casa de um dos detidos.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 19h30

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