Tiroteio mata três e pára trânsito e trens em Vigário Geral

Guerra por pontos de venda de drogas deixa quatro feridos; com medo, moradores abandonam suas casas

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

15 Agosto 2008 | 08h26

A guerra pelo controle de pontos de venda de drogas na favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio, deixou três pessoas mortas e pelo menos quatro pessoas feridas a bala, na noite de quinta-feira, 14. A troca de tiros foi intensa durante toda a noite e o trânsito de veículos na Linha Vermelha, via expressa que liga o centro à Baixada Fluminense, foi interrompido durante vinte minutos e a circulação de trens voltou a ser normalizada apenas após o controle da comunidade pela Polícia.   Veja também:  Na quinta, tiroteio no Pavão-Pavãozinho causou pânico em moradores   A Polícia Militar cercou o local e conseguiu entrar na comunidade apenas na manhã desta sexta-feira, 15, com 100 homens. De acordo com informações dos moradores, traficantes da facção criminosa Comando Vermelho tentam retomar o controle da favela agora dominada pela quadrilha intitulada Terceiro Comando Puro (TCP).   Entre os mortos estariam dois supostos criminosos e um taxista morador da favela que foi baleado em casa. Outras quatro pessoas permanecem internadas no Hospital Getúlio Vargas (HGV). O clima ainda é tenso na favela onde poucas pessoas circulam pelas vielas.   No fim da manhã desta sexta, a PM realizou uma varredura em um mangue localizado nos fundos da favela à procura de oito corpos de traficantes que, de acordo com testemunhas, teriam sido mortos no tiroteio. No entanto, nada foi encontrado até por volta das 12 horas.   De acordo com o comandante do Batalhão Ferroviário da PM, tenente coronel Eraldo Almeida, a possibilidade de haver mais corpos não está descartada. "Isso acontece devido a dificuldade do terreno. Trata-se de um mangue cheio de gigóias", afirmou o policial.   Várias famílias estão deixando a comunidade, principalmente, as pessoas idosas. Eles alegam que estão com medo e informam que vão passar os próximos dias na casa de parentes. Sete escolas, sendo três delas creches, que funcionam no interior da comunidade estão fechadas.   Colaborou Solange Spigliatti, do estadao.com.br   Texto alterado às 12 horas para acréscimo de informações.

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